segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Mutações






















Lehgau-Z Qarvalho

E enquanto almoça, solitário, salmão com alho-poró ao óleo de oliva e arroz selvagem (uma de suas especialidades, e das que mais gosta), e percebe lágrimas sonoras em mp3, sente-se feliz sem saber bem por quê. Ou melhor, sabe que é por causa dela, mas há algo diferente, agora. Pode-se acrescentar um pouco de molho shoyu ao salmão. De repente, dá-se conta do que é: sente-se feliz por ter aprendido a entender e a respeitar o tempo dela. O seu Modus Operandi. E, como conseqüência, se tornado, ele, menos aflito. Há quem prefira o salmão em filés, eu o prefiro em postas. E descobre que tudo isso que os atinge, há meses, pode ser muito mais profundo do que sequer pudera acreditar. É possível acrescentar folhas de hortelã para dar vida, cor e frescor ao prato. Descobre que o que está a lhe acontecer é o fim da paixão. Um bom acompanhamento é o vinho tinto; Malbec argentina da região de Mendoza, para ser exato. E, quando a paixão termina, duas coisas podem acontecer. Mas, para um almoço em um dia claro e límpido de primavera, quase verão, um branco jovem também vai bem. Uma: a indiferença ou, em outros termos, o fim de tudo. Sugeriria um Carta Magna, produzido no Chile, safra 2006, bem gelado. Outra: o nascimento do amor.

2 comentários:

sara lee disse...

aaaaaaaa, mas é mesmo o nosso romântico de plantão hehehehe

Linda Simone disse...

Amo salmão! Romântico salmão! Mutante salmão! Sal, mão, doce, então.

Beijo